sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Riscos da infância

Em abril de 2008 o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) criou um instrumento importante para concentrar informações e acompanhar os procedimentos relativos ao processo de adoção nas varas da infância e juventude do País: o Cadastro Nacional de Adoção (CNA).
Pelo acompanhamento mensal do cadastro é possível estabelecer o número de crianças aptas para serem adotadas e o número de pretendentes à adoção. Também é possível quantificar as crianças de acordo com suas características e, embora haja variação no número total mês a mês, algumas determinantes são frequentes e chamam a atenção. Por exemplo, as crianças em sua grande maioria são pardas e têm irmãos.
Quanto aos pretendentes, as determinantes são inversas: a maioria quer adotar crianças brancas e é grande o desinteresse por crianças com irmãos.
Para se ter ideia de como a idealização de um perfil atrapalha o processo de adoção, em agosto de 2011 o CNA registrou perto de 5.000 crianças à espera da adoção e pouco mais de 27.000 pretendentes.

Sem família

Outro instrumento igualmente importante é o Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Acolhidos (CNCA), que o CNJ criou em outubro de 2009. Trata-se de um programa que reúne informações sobre crianças e jovens que, por alguma razão, deixaram de conviver com suas famílias. Há mais de 30.000 crianças e adolescentes nessa situação. Eles vivem em abrigos e locais mantidos por instituições como ONGs e igrejas.
Segundo o cadastro, cerca de 2.000 entidades acolhem essas crianças e jovens. A maioria está concentrada nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
Dados do último Censo, divulgados em 29 de abril de 2010, revelaram o peso da responsabilidade para parte da população jovem no Brasil: quase 661,2 mil pessoas entre 15 e 19 anos, somadas a outras 132 mil entre 10 e 14 anos, são responsáveis por seus próprios domicílios.
O trabalho infantil é proibido no Brasil, exceto para quem tem mais de 14 anos e seja contratado como aprendiz, trabalhando por determinado número de horas ao dia, para que essa condição não interfira nos estudos.
Na prática e na informalidade, o trabalho infantil persiste, muitas vezes expondo crianças e jovens a atividades perigosas. Em 2013, o Brasil sediará a III Conferência Mundial sobre o Trabalho Infantil. O Ministério do Trabalho espera acabar com ele antes de 2016.

Direitos

Em novembro de 1959, representantes de vários países aprovaram na ONU a Declaração dos Direitos da Criança, pautada pelos princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Essa carta de intenções nos serve de guia para a busca de uma situação ideal, a despeito de a realidade se mostrar crítica, não só nessas questões, mas em outras, como a da saúde e a da educação.
Mas, com o Dia das Crianças batendo às nossas portas, sempre podemos refletir a respeito dos dez princípios da declaração:
  • Todas as crianças são iguais e têm os mesmo direitos, não importa sua cor, raça, sexo, religião, origem social ou nacionalidade.
  • Todas as crianças devem ser protegidas pela família, pela sociedade e pelo Estado, para que possam se desenvolver física e intelectualmente.
  • Todas as crianças têm direito a um nome e a uma nacionalidade.
  • Todas as crianças têm direito à alimentação e ao atendimento médico, antes e depois do seu nascimento. Por isso, esse direito é extensivo à mãe.
  • As crianças portadoras de dificuldades especiais, físicas ou mentais, têm direito à educação e cuidados especiais.
  • Todas as crianças têm direito ao amor e à compreensão dos pais e da sociedade.
  • Todas as crianças têm direito à educação gratuita e ao lazer.
  • Todas as crianças têm direito de ser socorridas em primeiro lugar, em caso de acidentes ou catástrofes.
  • Todas as crianças devem ser protegidas contra o abandono e a exploração no trabalho.
  • Todas as crianças têm o direito de crescer em ambiente de solidariedade, compreensão, amizade e justiça entre os povos.
  • Por Lucila Cano
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Justiça manda escola matricular no ensino fundamental aluno abaixo da idade "autorizada"

Uma decisão da Vara da Infância e Juventude de São Paulo obrigou uma escola particular da capital paulista a matricular no ensino fundamental uma criança que, pelas recomendações do CNE (Conselho Nacional de Educação, um órgão vinculado ao ministério), não teria a idade correta para frequentar a primeira série.
De acordo com uma resolução do CNE, somente as crianças que completarem seis anos antes do dia 31 de março podem ser matriculadas no primeiro nível do fundamental. A decisão, que, como toda resolução do órgão, não tem força de lei, serviria para uniformizar a data entre os Estados. No entanto, eles têm liberdade para alterá-la: em São Paulo, neste ano, esse prazo foi estendido até o dia 30 de junho.
As crianças, então, que não completam seis anos até 31 de março de 2012 (ou 30 de junho, no caso de SP) e concluem o ensino infantil agora em 2011 caem em uma espécie de “limbo”: impedidas de entrarem no fundamental, podem ser obrigadas a fazer uma série “intermediária” ou, simplesmente, perderem um ano de estudos.
Quando a resolução nacional foi publicada abriu-se uma exceção para 2010. Meses depois, o conselho abriu outra para 2011. No entanto, não houve decisão relativa a 2012.

São Paulo

No caso do mandado de segurança, impetrado pela advogada Claudia Hakim e deferido no dia 23 de setembro, o Colégio Beit Yaacov, de São Paulo, foi obrigado a matricular a criança (e os colegas que estejam em situação semelhante) no primeiro ano do ensino fundamental. Procurada pelo UOL Educação, a instituição afirmou que a medida está sendo analisada pelo departamento jurídico. No entanto, diz a escola, a decisão sobre em qual turma será feita a matrícula é “pedagógica”.
A liminar, segundo o presidente da Comissão de Direitos Infanto-Juvenis da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo), Ricardo Cabezón, não pode ser usada como jurisprudência, mas abre um “precedente”. Ou seja: caso outros pais estejam enfrentando o mesmo problema, devem entrar com pedidos na Justiça.

"Bom senso"

A secretária de Educação Básica do MEC (Ministério da Educação), Maria do Pilar Lacerda, afirma que os casos da matrícula para 2012 são isolados, mas pede que as escolas tenham “bom senso”.
“Primeiro, a gente tem que ter a clareza de que criança não é mercadoria. Não é cliente, é aluna. É usuária de direito constitucional. É necessário bom senso. Se as crianças frequentaram dois anos da escola, se a escola consegue entender que o processo de amadurecimento cognitivo está bem resolvido, ela usou o bom senso”, afirma.
Ela diz, no entanto, que especialistas não recomendam a matrícula da criança em uma série com idades muito diferentes. “Às vezes, a criança sabe ler, mas não sabe amarrar o sapato. Colocam-na com crianças maiores e ela pode se tornar alvo de brincadeiras porque não tem desenvolvimento motor.”

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Haddad discursou com tom de pré-candidato durante encontro de educação



São Paulo - O ministro da Educação e pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, disse hoje que "tem prefeito que às vezes não se mexe" no sentido de tomar as providências necessárias para atender às demandas das populações locais. Haddad discursou durante o I Encontro dos Prefeitos do g100 - Cidades Populosas com Alta Vulnerabilidade Socioeconômica, evento realizado pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), em Brasília.
A FNP elogiou a iniciativa do Ministério da Educação (MEC) de considerar o g100 (grupo de municípios com mais de 80 mil habitantes que possuem baixas receitas correntes por habitante) na definição das localidades que receberiam extensões universitárias e institutos federais de educação profissional e tecnológica.
"Quando tivermos um novo plano de expansão, vamos contemplar 100% das cidades nesse grupo, o que significa dizer que aquele jovem que se via habitado em uma cidade muitas vezes chamada dormitório, distante do emprego e da educação, esse jovem sabe que, além daquela oportunidade, a presença dos institutos nessas cidades vai trazer os investimentos, a indústria,
o comércio", disse Haddad. Segundo o ministro, 80 das 100 cidades do g100 já serão beneficiadas em um primeiro momento.
De acordo com Haddad, a definição dessas localidades não levou em consideração critérios partidários. O ministro, no entanto, fez críticas à postura de alguns administradores. "Tem prefeito que às vezes não se mexe pra tomar as providências, aí ele que se entenda com a população local, mas nós do MEC estamos disponíveis para que esses projetos se realizem", disse.
Para Coser, o MEC fez um "gesto de reconhecimento" ao considerar o g100 na definição de prioridades. "Isso é uma porta que se abre para que possamos conversar com todos os outros ministérios levando o exemplo do MEC", considerou o presidente da FNP. Ao falar com jornalistas, Haddad disse não ter "conhecimento" sobre partidários ligados à sua candidatura que estariam ameaçando de retaliação petistas ligados à senadora Marta Suplicy, que também deseja concorrer à Prefeitura de São Paulo.

Ranking de escolas tem novidades entre as 10 primeiras no ENEM 2010

Nesse ranking que exclui 19.697 escolas avaliadas aparecem entre as 10 primeiras algumas instituições já tradicionais no pelotão de frente do Enem. Em primeiro, está o Colégio São Bento, do Rio de Janeiro, que havia perdido a ponteira no ano passado para o agora terceiro colocado Vértice, de São Paulo. Em segundo lugar está o Instituto Dom Barreto, do Piauí, que havia aparecido em 3º no ranking de 2009. O Colégio Bernoulli (4º) e o Aplicação da UFV – Coluni (8º), ambos de Minas Gerais, também já ficavam entre os 10 dianteiros. São novidades no seleto grupo o Colégio Santo Antonio (MG), que passou da 17ª posição para a 5ª, o Cruzeiro-Centro, do Rio, que tinha a 24ª posição e agora conquistou a 6ª, o Educandário Maria Goretti, que passou do 20ª lugar para o 7ª este ano, o Santo Agostinho – NL, também do Rio, que estava em 22º e ocupa agora a 9ª posição, e o Colegium, de Minas, que está em 10º e era apenas o 98º em 2009.

Média de escolas sobre 10 pontos

A média nacional dos alunos concluíntes no exame de 2010 foi de 511,21, índice que representa aumento de 9,63 pontos em relação à nota de 2009 (501,58). A meta do País para alcançar nível de desempenho parecido com o de países desenvolvidos é atingir média 600, segundo Haddad. O valor também é usado como parâmetro pelo governo federal para distribuir bolsas de estudo no exterior no Programa Ciência Sem Fronteiras.


A posição das escolas Maranhenses:

Posição UF Colégio
61º MA JARDIM ESCOLA CRESCIMENTO LTDA PRIV
81º MA CENTRO DE EDUCACAO INTERNACIONAL PRIV
112º MA COL EDUCATOR LTDA PRIV
145º MA CENTRO EDUCACIONAL MONTESSORIANO REINO INFANTIL PRIV
224º MA INSTITUTO FEDERAL DO MARANHAO CAMPUS SAO LUIS-MONTE CASTELO PÚB
307º MA ESCOLA SANTA TERESINHA PRIV
362º MA COLEGIO DOM BOSCO LTDA PRIV
380º MA CEFETMA UNID DE ENSINO DE IMPERATRIZ PÚB
403º MA UNIVERSIDADE INFANTIL RIVANDA BERENICE LTDA PRIV
446º MA COL STA TERESA PRIV
556º MA CENTRO DE ENSINO UPAON-ACU PRIV
563º MA INST EDUCACIONAL SUL MARANHENSE COC PRIV
701º MA COLEGIO BATISTA DANIEL DE LA TOUCHE PRIV
797º MA ESCOLA SAO VICENTE DE PAULO PRIV
911º MA COLEGIO O BOM PASTOR PRIV
1065º MA COLEGIO MARISTA DO ARACAGY PRIV
1073º MA COLEGIO LITERATO PRIV
1137º MA COMPLEXO EDUCACIONAL DOM BOSCO BALSAS PRIV
1315º MA COLEGIO SAO JOSE PRIV
1433º MA COL PITAGORAS SAO LUIS PRIV
1609º MA COL BATISTA ELEUTERIO ROCHA PRIV
1717º MA ESCOLA D PEDRO II LTDA PRIV
1747º MA COLEGIO ADVENTISTA DE SAO LUIS PRIV
1771º MA COL BATISTA LUDOVICENSE PRIV
1774º MA CENTRO DE ENSINO GEOALPHA PRIV
1868º MA COL BATISTA PASTOR GENESIO GUIMARAES LIMA PRIV
1898º MA COL STA LUZIA PRIV
1903º MA ESCOLA RUI BARBOSA LTDA PRIV
1905º MA CE DESPERTAR PRIV
1943º MA CENTRO EDUCACIONAL NOSSA SENHORA DE NAZARE - CENAZA PRIV
1985º MA COMPLEXO EDUCACIONAL DOM BOSCO PRIV
2127º MA SISTEMA EDUCACIONAL MASTER PRIV
2218º MA FUNDACAO EDUCACIONAL COELHO NETO PRIV
2312º MA ESCOLA CRISTA EVANGELICA PRIV
2313º MA INSTITUTO FEDERAL DE EDUCACAO CIENCIAS E TECNOLOGIA DO MARANHAO - CAMPUS SAO LUIS - MARACANA PÚB
2362º MA COLEGIO REIS MAGOS PRIV
2400º MA COLEGIO SAGRADA FAMILIA PRIV
2407º MA ESCOLA BATISTA PRIV
2430º MA COLEGIO MILITAR DA POLICIA MILITAR DO MARANHAO PÚB
2513º MA COLEGIO OLYMPUS - YESI PRIV
2524º MA ESCOLA O PEQUENO PRINCIPE PRIV
2526º MA COLEGIO SAO FRANCISCO PRIV
2539º MA ESCOLA PIO XII PRIV
2594º MA COLEGIO CRISTO REI PRIV
2599º MA COL SAO PIO X PRIV
2638º MA ASSOCIACAO EDUCACIONAL PROFESSORA NORONHA PRIV
2642º MA ESCOLA PENIEL PRIV
2656º MA COL SAO FRANCISCO DE ASSIS PRIV
2768º MA INSTITUTO FEDERAL DO MARANHAO CAMPUS ZE DOCA PÚB
2819º MA COLEGIO NOSSA SENHORA DE FATIMA - CONSEF PRIV

  • * - As escolas com taxa de participação inferior a 75% não foram classificadas no ranking e, portanto, não tem uma posição
  • * S/C - Escolas com menos de 10 participantes ou menos de 2% de taxa de participação não obtiveram conceito do MEC


Como fazer um fantoche de feltro ou eva

. Este passo a passo encontrei no blog Contar e recontar. Confiram.
Material: 20cm de feltro ou EVA , 1 tesoura, 1 pistola de cola quente, retalhos de feltro ou EVA, e mais acessórios ( botões, fitas, cordões, olhos móveis,etc).
Como fazer Fantoche de Feltro ou EVA
Corpo base
•Corte 2 vezes o molde acima em feltro (ou eva) para fazer o corpo base.
•Passe cola quente ou costure nas laterais, como mostra no tracejado do desenho, deixando as extremidades livres para o acesso da mão e dos dedos.
Como fazer Fantoche de Feltro ou EVA
•Se quiser cole ou costure a roupa outros detalhes.
•Se estiver fazendo um animal cole o rabo ou manchas.
Como fazer Fantoche de Feltro ou EVA
A cabeça
•Corte 2 vezes o molde da cabeça em feltro (ou eva) na cor do seu fantoche.
•Cole a parte de trás da cabeça na parte de trás do corpo base já pronto.
•Passe cola quente, como mostra no tracejado do desenho, para colar a outra parte da cabeça.
Como fazer Fantoche de Feltro ou EVAComo fazer Fantoche de Feltro ou EVAComo fazer Fantoche de Feltro ou EVA

Exercícios para um bom teatro de Fantoche









Preparação Vocal


Ressonância (aumentar a duração do som), soltando o ar...
Trabalhando as vogais: A, E, I, O, U (aberto e fechado)

Dicção - Para trabalhar textos com falas, ter domínio da dicção é fundamental para trabalhar a personagem. E melhor desenvoltura você terá na sua interpretação. Comece com estes exercícios:
Ba, be, bi, bo, bu
La, le, li, lo, lu
Da, de, di, do, du
Psa, pse, psi, pso, psu
Pra, pre, pri, pro, pru
Vra, vre, vri, vro, vru
Bla, ble, bli, blo, blu
Pssa, pssé, pssi, pssó, pssú.
Cra, cre, cri, cro, cru.
Blá, blé, blí, bló, blú.
Pssacrá, passacré, passacrí, passacró, passacrú.
Rosra, rosre, rosri, rosro, rosru.
Tropracrá, tropracré, tropracrí, tropracró, tropracrú.
Sapatoprá, sapatopré, sapatoprí, sapatopró, sapatoprú
Cadeiraplá, cadeiraplé, cadeiraplí, cadeirapló, cadeiraplú

Repita três vezes seguidas estas palavras:
a- TESSALONICENSES
b- PARALELEPÍPEDO
c- OTORRINOLARINGOLOGISTA
d- MISANTROPO
e- ARTAXERXES

Trava-Língua - Exercícios de trava-língua podem parecer brincadeira de criança, mas é um ótimo exercício para melhorar a dicção e a projeção vocal.
Repita cada palavra articulando bem as mesmas, depois repita-as falando rápido por três vezes.
Diga rápido, sem tropeçar na letra e sem errar a palavra:

Maria Mole é Molenga Se não é Molenga, Não é Maria Mole. É coisa Malemolente, nem mala, nem mola Nem Maria, nem mole.
O desinquivicavacador Das caravelarias Desinquivicavacaria As cavidades que deveriam ser Desinquivicavada
A sábia não sabia Que o sábio sabia Que o sábia sabia.
O doce perguntou pro doce Qual é o doce mais doce Que o doce de batata doce.


Trabalhando o Alfabeto - Pronúncia

Para ter uma boa pronúncia!
ALFABETO = PRONÚNCIA
A = aB = BeC = CeD = DeE = eF = ÉfeG = GeH = AgáI = iJ = JotaK = CáL = Éle M = EmeN = EneO = OP = PeQ = Que R = ErreS = EsseT = TeU = uV = VeW = DabliuX = Xisy = IpsulomZ = Zé


Manipulando fantoches de mão

Os fantoches de mão são os mais fáceis de manusear para o manipulador iniciante, pois todos os movimentos resultam da forma como o manipulador movimenta o boneco. Antes de você usar o fantoche, trabalhe primeiramente os movimentos das mãos, dos pulsos e dos dedos. Comece com uma simples pantomima (expressão por meio de gestos). Dominando os movimentos básicos, passe para os mais avançado.

Manipulando bonecos - Para manipular o boneco é só abrir e fechar da boca, vamos estudar alguns exemplos para tornar esse movimento mais eficaz.
a - A cabeça do boneco deve ser mantida levemente inclinada para que a platéia possa ver os olhos do boneco.
b - No ato de falar, os movimentos dos dedos e dos pulsos do manipulador devem coincidir com as palavras do diálogo.
c - Sempre que começar um diálogo termine-o com boca fechada.
d - Ao fazer o boneco dialogar movimente o pulso para ambos os lados para dar movimento ao boneco enquanto este fala.

Manipulando fantoches de varetas - Com os bonecos, você pode colocar varetas e ferrinhos nas mãos. Só que esse tem uma diferença você irá manipular a boca com a outra mão, cruze os ferrinhos em forma de X e entrelace os ferros entre os dedos como se estivesse manuseando pauzinho japonês. Esse método permite que você movimente melhor os braços e faça movimento de bater palmas.

Trabalhando a voz para os fantoches - Colocar uma voz no boneco requer habilidade, siga estas sugestões.
# - Comece usando sua voz normal. Quando estiver seguro experimente usar uma voz diferente.
# - A voz de um fantoche deve combinar com o seu caráter, uma formiga e um elefante não pode ter a mesma voz.
# - Quando houver dois fantoches em cena trabalhe tons contrastantes (tom baixo, alto, grave, agudo.).
# - Desenhos animados são ótimas referências para se buscar tipos diferentes de vozes.
# - Leia pequenos textos e trabalhe-os usando a voz.
# - Para se ter mais segurança na voz e na manipulação, decore um texto.
# - Imite vozes de animais e tente adequar a voz do fantoche.

Dicas para uma boa manipulação
# - Os fantoches devem ser mantidos na posição vertical, não incline os fantoches.
# - Cada movimento deve ter um significado, evite movimentos sem razão.
# - Os fantoches devem entrar por um dos lados do palco, ao menos, que seja um efeito especial (subir de elevador, escada rolante).
# - Quando dois fantoches estiverem em cena devem estar com os olhos no mesmo nível.
# - Os bonecos que não estiverem falando, podem concordar ou discordar, sempre participando da cena, nunca parado e sem movimento.
# - Trabalhe reações e emoções com os bonecos. Observe os movimentos de outros bonecos e maneiras de manipulação.

Como todo seguimento, o teatro de fantoche tem um mundo de opções, você descobrirá com o tempo muitas outras maneiras de fazer teatro de bonecos e adquirirá técnicas para seu desenvolvimento profissional

CASTIGOS E RECOMPENSAS


Pais e educadores deveriam se preocupar com a chamada educação compensatória, onde o filho ou aluno recebe presentes ou agrados para cumprir seus deveres escolares, ou as pequenas tarefas do seu dia a dia. Se em casa os pais vêem na recompensa uma forma de motivá-los e dar-lhes uma força extra na hora de cumprirem suas tarefas rotineiras, na escola, o educador, em nome da instituição e do sistema, incentiva o comportamento competitivo, ao conferir honras a aquele que alcança as metas estabelecidas. Em ambos os casos, cria-se uma inevitável situação de competição entre todos os indivíduos. Na escola será entre os alunos, e em casa, entre irmãos ou com os próprios pais. Em ambientes assim, o entendimento entre as pessoas é impossível, uma vez que todos, de alguma forma se tornam adversários entre si.
Por que não deveria ser uma coisa natural o cumprimento de uma tarefa em benefício próprio? Para escovar os dentes é realmente necessário um incentivo; um convencimento mediante um agrado, ou outro tipo de persuasão? Não seria mais simples mostrar para as crianças a realidade das coisas, os efeitos da omissão caso não cumpram com seus deveres, ao invés de torná-las simples máquinas cumpridoras de ordens, sempre esperando receber alguma coisa em troca? Há algum tipo de ação em nossas vidas que façamos sem esperar absolutamente nada em troca? Duvidamos que haja.

Como podemos esperar uma sociedade justa, se o justo para nós é a compensação, alguma forma de pagamento pelo que quer que façamos? Não precisa ser uma compensação imediata, material, pode ser um consolo espiritual, uma compensação maior para o futuro, ou além da vida, e assim por diante. Não é tudo a mesma coisa; uma busca por compensações, a exemplo daquilo que aprendemos quando éramos crianças?
Buscamos a perfeição, não porque sabemos ser imperfeitos, mas porque isso significa obter mais poder, e representa o ponto culminante no meio social onde vivemos, onde todos disputam entre si, em busca de destaque pessoal. Numa situação permanente de disputa como esta, não é possível introduzirmos em nossas vidas o que chamamos de ordem. Não podemos admitir que possa existir ordem numa sociedade onde a disciplina tem que ser obedecida à base da força, das leis, o que caracteriza claramente falta de ordem, o que indica que a falta de bom senso é a única realidade que temos.

Por isso mesmo, a desordem que faz parte dos nossos dias, faz nascer em cada um de nós, um sonho de uma ordem capaz de colocar tudo nos eixos. É claro que não conhecemos essa ordem, esse modelo perfeito de organização contrário ao caos que podemos ver à nossa volta. Como pais ou educadores, cientes de que o mundo, dentro da atual condição, apenas conseguirá levar o homem a mais sofrimentos e crescentes angústias, cabe a nós encontrar os meios necessários para que, através de uma correta orientação, tenhamos em nossos filhos e alunos, aliados em busca de um mundo melhor, e não meros multiplicadores do caos que já existe.

Nessa busca, precisaríamos em primeiro lugar, nós próprios, encontrarmos as respostas capazes de operar uma transformação pessoal, de modo que de posse dessa solução, fossemos então capazes de repassarmos a eles; não no papel de instrutores, simples difusores de soluções prontas, mas como espelhos capazes de refletir pela conduta, tal realidade. De que adiantaria desejarmos mudar a mentalidade do mundo, se a nossa própria permanece nos moldes desse mundo?

Os erros, infelizmente ou felizmente, para o homem, ainda são a principal fonte dos seus acertos. Cada erro se propõe a nos ensinar, desde que estejamos dispostos a aceitar isso como um fato.

Um erro se presta a nos ensinar como não devemos agir, e a partir deles, se bem aceitos e compreendidos, tendem a nos favorecer. É certo que ninguém, de bom senso, deseja errar de forma intencional, e a despeito dos efeitos e malefícios que são capazes de causar à nossa volta, também é certo que deles só podemos tirar a algum proveito, se estivermos dispostos a aceitá-los, não como punições ou castigos, mas como reflexo do ser imperfeito, independente de nossa condição social, credo ou raça, que ora somos. Somos produtos de um mundo imperfeito, não podemos ser perfeitos, e a razão é bastante simples: Um mundo psicologicamente imperfeito não é capaz de produzir homens psicologicamente perfeitos.

Ao buscar na recompensa uma forma de motivar o filho ou o aluno a cumprir seu dever natural, há aí uma grande falta de respeito; então vejamos. O incentivo por menor que seja, logo cria o hábito de que a qualquer tarefa realizada, sempre alguma coisa ele obterá em troca. Se como adultos somos motivados à elogios, ou promessa de méritos, logo a origem de tudo, tem no nosso passado o ponto de partida. Na verdade tal prática incentiva à preguiça, uma vez que a disciplina e ordem natural que cada um deveria desenvolver em sua prática diária, logo é corrompida com a idéia de que, para tudo que alguém se presta a fazer, há sempre uma compensação a sua espera. A disciplina então torna-se obrigação, e a obrigação um negócio, um meio de ganhar alguma coisa.

Quando não somos capazes de acreditar em nossos próprios filhos ou alunos, a recompensa é o único meio de motivá-los; de extrair deles algum resultado, mesmo que seja a própria educação. Se ao incentivarmos nossos filhos a escovar os dentes após às refeições, os próprios benefícios dessa prática, o que significa a saúde dos seus dentes, deveria ser em si mesmo meio e fim, sem necessidade de prêmios ou motivações complementares. Explicar e fazê-los compreender os benefícios que obterão para si mesmos com tal hábito, deveria ser nosso papel, e não o emprego de qualquer tipo de coação. Ao coagi-los sob a força de prêmios a realizar algo que se reverterá em benefício próprio, estamos criando um indivíduo incapaz de respeitar o que quer que seja, a não ser por força de alguma obrigação ou medo.

É a recompensa de todo nociva ao desenvolvimento do indivíduo, que antes disso, deveria pela autodisciplina, descobrir que o respeito pelo seu próximo, começa com o respeito pessoal. Aprendendo a cuidar de si porque compreendeu que é a coisa certa e sensata, que é o caminho que o tornará independente e o ensinará a respeitar o espaço alheio, ele exigirá menos dos outros, irá valorizar o esforço pessoal e alheio. Terá mais possibilidade de viver num mundo integrado e livre dos antagonismos comuns, de um mundo de disputas, próprio daqueles que trabalham numa só direção, a dar para receber algo em troca.

Assim, nosso papel de explicar o que devem fazer, e mais importante, porque estão fazendo, é fundamental. De pouco serve exigirmos que nossos filhos passem anos e anos numa escola, sem contudo, lhes explicarmos porque estão fazendo isso; não podemos deixar isso na mão dos educadores, eles não o farão. Precisamos ir além e enumerarmos para eles, de forma compreensível, todos os benefícios que deverão esperar de tal esforço, isso é respeito, é o mínimo de um máximo que poderíamos dispensar à eles, se houvesse interesse de nossa parte. Faríamos isso de boa fé, se tivéssemos a certeza de que seríamos imediatamente, de alguma forma, recompensados.

Autor: Jon Talber
email: jontalber@gmail.com